quinta-feira, 20 de maio de 2010

FÁBIO MACIEL


Letrista, nascido em Bagé no ano de 1987, criado em Santana do Livramento, hoje radicado em Pelotas, graduando da Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel – UFPel.

Desde novo envolvido com música, por influência dos amigos, acabou na lida do verso onde procurou pela “benção do verso” de alguns mestres, como Aureliano de Figueiredo Pinto, Ramiro Barcellos, Firmino Carvalho, Edilberto Teixeira e alguns outros.

Hoje busca mostrar sua maneira de enxergar as coisas, contar um pouco de suas experiências e, principalmente, fazer um resgate das coisas simples e despretensiosas, que vêm cada vez mais perdendo espaço. Isso não lhe permite a pretensão de um dia agradar a todos, mas sim àqueles que sabem do que fala.

Conseqüentemente, envolveu-se com festivais. Em 2003 começou a gravar suas músicas como o intuito de participar dos festivais, alcançando isso apenas em 2006, na Capela Da Canção Nativa, onde obteve o primeiro prêmio, em parceria com Matheus Leal.

De lá pra cá seguiu compondo, fazendo novas parcerias e participando de outros festivais, premiando em alguns deles, como Galponeira de Bagé, Nevada da Canção Nativa, Vigília do Canto Gaúcho, Festival da Música Crioula de Santiago, Estância da Canção Gaúcha, entre outros.

Aprendiz e participante desde 2005, sem ausentar-se, do Paradouro do Minuano, festival temático da cidade de Pelotas, que na realidade vai muito além de um festival, pois é um grande encontro de amigos a cada ano.

Por enquanto, não tem idéia de quando irá publicar seus versos ou suas músicas, em livro ou em CD, pois acredita que tempo irá mostrar a hora certa de fazê-los.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

MATHEUS LEAL

Em 2004 foi a primeira vez que subiu num palco profissionalmente, no Canto Sem Fronteira, um festival de Bagé. A letra do Alex Silveira e música do Rogério Melo. Neste festival a música tirou 3º lugar e Matheus ganheo melhor intérprete.
Depois disso, resolveu começar a fazer músicas. Passou sua primeira música na Vigília e foi premiado como melhor intérprete. Depois foi a Dom Pedrito com d
uas músicas dele também – uma delas chama-se Meu Poncho, com
letra de Alex Silveira. Desde então foi uma seqüência de festivais que ele foi participando.
Recentemente Matheus lançou seu 1º disco intitulado "Cria de Estância".

ALMA DE JUÁ FLORIDO

Florzita branca do campo
Que peleou na madrugada
Pra enfeitar a manhanita...
Ao clarear desabrochada...
Qual a saudade de alguém
Que volta por quase nada.

Cuido, de cima do zaino,
E vejo teu jeito pleno,
Parece que abre os braços,
Põe um pala de sereno,
Soma a essência do pasto
Pra arreglar um cheiro bueno...

Traz o aroma veraneiro
Sempre que ao vento te atiras...
És pequena e traiçoeira
Encantas a quem te mira...
...Tipo do encanto bandido,
Que dá algo e depois tira!

Me judiaste ao tentar
Te colher, simples florzita...
Como pode a flor mais linda
Ter silhueta tão maldita?...
...Mas o espinho te condena
A viver sempre solita!...

Parece aquela que um dia
Achou meu olhar perdido...
Floreou e assim, sem pena
Na investida, “negô” estribo...
...Talvez tenha esta guaina
Alma de juá florido!...


Letra: Fábio Maciel
Música: Matheus Leal e André Teixeira