
Murilo Ricalde Teixeira é natural de Lavras do Sul, tem 21 anos, estudante de gastronomia na UNISC. Hoje mora

Alvoroço de encilha bem cedo se calça a espora
Meu gateado estrada a fora, leva na testa a boieira.
Encharca na enchente as basteira por saber já dessa vida
Pingaço de toda lida ponteia a tropa manheira
Trocar as vacas de campo pra encaminhar novo cio
Campeia um vau pelo rio de cruzar com a comitiva
Grama forquilha nativa na espera da novilhada
E alguma antiga falhada que um novo cio reativa
Tomba na água a vacagem que destinada pra cria
Bandeia na melodia que um berro ecoa no mato
é bem assim que relato quem é de campo conhece
Que o aboio vira prece quando se aperta de fato!
Vai da culatra ao fiador o aboio que longe foi
Num tranco de era boi vai de encontro ao camaquã
E a goela de algum tarrã estremece na barranca
Abre o peito e forte canta na calma desta manhã
Sem refugo a tropa toda testa a fúria da correnteza
E segue na incerteza de arreio e poncho encharcado
Põe a tropa inteira a nado com a perícia dos tropeiros
Que se fizeram campeiros nos fundões do meu estado
Desponta pelos barrancos, se ajeita e revisa as conta!
Largo o gateado na ponta e a tropa segue marchando
Ao passo vai se ajeitando, solta as vacas na invernada,
De campo bom, e aguada pra o verão que vem rachando.







Edilberto Teixeira, natural da cidade de Lavras do Sul, nasceu na estância de seu avô em Pontas do Salso, município de São Gabriel, no dia 29 de outubro de 1934, filho de Valério Teixeira Neto e Maria Julia Teixeira.
Casado com Elba La-Rocca Teixeira, teve cinco filho: Mariano, Ana Julia, AnaSuely, Rodrigo e Ana Rita.
Advogado e agropecuarista, era proprietário da Estância do Capão,
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