




fonte: Imagens Google/Vagalume








Vi em um email e achei bem interessante.. ta ai:
Áries - Esse, acha que a cuia é dele! Tu tá recém pondo a chaleira no fogo, e ele já tá ali, perguntando se tá pronto. Esbaforido, sempre se queima, ou fica com a bomba entupida, pois que não tem paciência pra esperar que a erva assente. Dá-lhe um trancaço, diz que no Natal ele vai ganhar uma cuia só prá ele. Não te preocupa, que é loco manso.
Touro - ele primeiro vê se a cuia é linda, no más... depois, fica ali, acariciando a dita, com cara de libidinoso. Como em geral, é guloso pra caraca, te passa o mate, mas fica te olhando atravessado, e ruminando... como é do seu feitio. Não vale a pena discutir com o bagual, pois além de cabeçudo, quase sempre é o dono da cuia e da bomba.
Gêmeos - o vivente já entra no rancho falando e contando causo, trovando e atraqueando que é um inferno. Tudo com a cuia na mão. Até que o povaréu começa a ficar nervoso. Conselho: antes que esfrie até a água da térmica, saiam de fininho e vão tomar mate em outro lugar. Ele nem vai notar.
Leão - loco e convicto, não é que me inventou de mandar gravar um brasão de família na cuia e outro na bomba? Só toma chimarrão se tiver um povo em volta pra ficar lhe olhando, e aí, aproveita, e desata a trovar e a declamar, esperando que lhe aplaudam. Sempre é bom não contrariar.
Virgem - Primeiro, ele lava as mãos e todos os apetrechos, depois, confere se a erva é ecológica, e por aí vai. Acha que, o certo mesmo, era cada um ter a sua própria cuia, bomba e mate. Mas, por via das dúvidas, carrega sempre um paninho que, discretamente, vai passando no bocal da bomba. Como é metido a botiqueiro, e conhece todo tipo de erva deste Rio Grande, enquanto mateia, vai dando receitas e curando, de lombriga a esquizofrenia.
Libra - Flor de fresco, chega a pegar a bomba com o dedinho levantado. Mas compensa, pelo senso de justiça. Só toma o mate depois que todo mundo já se serviu. Pra ele, matear, também pode ser sinônimo de namorar; daí que, se prenda, só faz roda de mate com a indiada marmanja, e, se marmanjo, põe açúcar e mel na cuia, e vai, todo lampero, pro Brique, ver se atrai as mosca, quer dizer, as moça.
Gaúcho de São Gabriel (graças a DEUS), Filho do Jorginho e da Mara! E ALGE! Amante da minha terra, meu chão e tudo aquilo que é nosso, genuíno! Acadêmico de Medicina Veterinária. Cantor, compositor e Guitarreiro, ÀH e bombista, hehehe!!! Folclore é nosso e não devemos deixar morrer! Sou IBERO, LUSO, AFRO E AMERÍNDIO, OU SEJA SOY GAUCHO E GAÚCHO SOU LATINO AMERICANO!!!!! Trago na minha formação uma vivência ligada ao campo e seu cotidiano, desde pequeno o universo rural faz parte da minha vida e todos seus ensinamentos foram muito importantes na formação de minha personalidade e nas minhas escolhas de qual caminho a seguir, universo esse que povoa as minhas letras e inspira minhas melodias. Comecei na vida artística participando de concursos de declamção e interprete amador em rodeios e festivais organizados por CTGs de todo estado, conquistando varios prêmios nestas modalidades desde as categorias mirins até as adultas, ja mais taludo, "depois de bota os cornilho", aprendi a tocar violão com o musico Aroldo Torres, hoje em dia aos poucos vamos tentando ganhar o nosso espaço em festivais nativistas, tendo participado em alguns como: Estância da Canção Gaúcha, Canto sem Fronteira, Galponeira de Bagé, Canto da Terra, Canto Moleque, Canto ao Joãozinho da Ponte, Açude da Canção de Roda, Contrapunto da Arte Sureña. Durante o periodo 2004-2009 integrava o grupo musical "de Tempo e Saudade" na cidade de Bagé, formado por colegas de faculdade, grupo que me agregou muito musicalmente, juntos andamos por várias palcos do estado. Além de temas de autoria própria, trago parcerias com grandes nomes como: Edilberto Teixeira (in memorian), Osmar Proença, André Oliveira, Alex Silveira, Leonardo Fagundes, Matheus Alves Neves, Fabio Maciel, entre outros... Nesta estrada de guitarreiro ja estive tocando com diversos músicos como: Lisandro Amaral, Henrique Abero, Giovani Vieira, Lidio Vieira, Rafael de Sá Brito, Jari terres, Edilberto Bérgamo, João Vicente, André Teixeira, Xirú Antunes, Zulmar Benitez, Thiago Cesarino, Julio Froz, Nelson Souza, Tiago Abib, Guilherme Collares,entre outros... Gurizada de São Gabriel: Matheus Leal, Migué, Matheus Alves, Edilberto Teixeira Neto, Gabriel, Matheus Fontoura, Bernardo Teixeira, Nenéu, bah todos esses amigos e mais alguns que andamos fazendo musica boa por ai e é claro muita LÉRIA!!!!!!!!!! Acredito que enquanto tivermos algo de fundamento para falar e se expressar, defendendo aquilo que pensamos, o nosso lugar, a Pachamama de onde viemos, sempre haverá alguém necessitando escutar as verdades de um povo, e desta forma, exaltando nossa cultura, como Yupanqui afirmou: "Seremos SEMPRE UNIVERSAIS!!!!!!"
Letrista, nascido em Bagé no ano de 1987, criado em Santana do Livramento, hoje radicado em Pelotas, graduando da Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel – UFPel.
Desde novo envolvido com música, por influência dos amigos, acabou na lida do verso onde procurou pela “benção do verso” de alguns mestres, como Aureliano de Figueiredo Pinto, Ramiro Barcellos, Firmino Carvalho, Edilberto Teixeira e alguns outros.
Hoje busca mostrar sua maneira de enxergar as coisas, contar um pouco de suas experiências e, principalmente, fazer um resgate das coisas simples e despretensiosas, que vêm cada vez mais perdendo espaço. Isso não lhe permite a pretensão de um dia agradar a todos, mas sim àqueles que sabem do que fala.
Conseqüentemente, envolveu-se com festivais. Em 2003 começou a gravar suas músicas como o intuito de participar dos festivais, alcançando isso apenas em 2006, na Capela Da Canção Nativa, onde obteve o primeiro prêmio, em parceria com Matheus Leal.
De lá pra cá seguiu compondo, fazendo novas parcerias e participando de outros festivais, premiando em alguns deles, como Galponeira de Bagé, Nevada da Canção Nativa, Vigília do Canto Gaúcho, Festival da Música Crioula de Santiago, Estância da Canção Gaúcha, entre outros.
Aprendiz e participante desde 2005, sem ausentar-se, do Paradouro do Minuano, festival temático da cidade de Pelotas, que na realidade vai muito além de um festival, pois é um grande encontro de amigos a cada ano.
Por enquanto, não tem idéia de quando irá publicar seus versos ou suas músicas, em livro ou em CD, pois acredita que tempo irá mostrar a hora certa de fazê-los.


Alvoroço de encilha bem cedo se calça a espora
Meu gateado estrada a fora, leva na testa a boieira.
Encharca na enchente as basteira por saber já dessa vida
Pingaço de toda lida ponteia a tropa manheira
Trocar as vacas de campo pra encaminhar novo cio
Campeia um vau pelo rio de cruzar com a comitiva
Grama forquilha nativa na espera da novilhada
E alguma antiga falhada que um novo cio reativa
Tomba na água a vacagem que destinada pra cria
Bandeia na melodia que um berro ecoa no mato
é bem assim que relato quem é de campo conhece
Que o aboio vira prece quando se aperta de fato!
Vai da culatra ao fiador o aboio que longe foi
Num tranco de era boi vai de encontro ao camaquã
E a goela de algum tarrã estremece na barranca
Abre o peito e forte canta na calma desta manhã
Sem refugo a tropa toda testa a fúria da correnteza
E segue na incerteza de arreio e poncho encharcado
Põe a tropa inteira a nado com a perícia dos tropeiros
Que se fizeram campeiros nos fundões do meu estado
Desponta pelos barrancos, se ajeita e revisa as conta!
Largo o gateado na ponta e a tropa segue marchando
Ao passo vai se ajeitando, solta as vacas na invernada,
De campo bom, e aguada pra o verão que vem rachando.