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terça-feira, 23 de julho de 2013

"Aqui, onde a natureza fala, e a poesia conta e encanta, dá saudades.
Acho que quero ser "corruíra", se me for permitido ser tão leve."


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Se hoje é um dia especial?? É claro!! O que seriam de nós mulheres sem os homens?? Feministas que me desculpem, mas NÃO, o mundo NÃO É das mulheres, nunca foi e nunca vai ser. O mundo nada seria sem a força (não só no sentido físico) dos homens. Nada seria de nós sem um pulso forte na criação, um conselho, um abraço de pai. Nada seria de nós sem uma boa história contada por um avô, e o respeito que ele nos impõe. Nada seria de nós sem um abraço protetor de irmão. Nada seria de nós sem amigos verdadeiros. Devemos muito aos homens, pois foram eles que construíram o mundo como ele é, e que as mulheres insistem em mudar (não to dizendo que não foram boas algumas das mudanças, mas não quero igualdade), eles fizeram a nossa história, e continuam construindo. Enquanto a mulher precisa de lições pra crescer, o homem tem que buscar por seus próprios pés seu amadurecimento. Ele tem de aguentar tudo sem se mostrar fraco, sem por "a prova" sua masculinidade, sempre sendo o apoio a todos.

Meus parabéns a todos os homens!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

-Poema sem Título -

"Sou daqueles que vive para o espírito
Sou daqueles
que vivem perdidos nos abismos insondáveis
do imaterial.
Mas, que sentem essa atração sedutora
de desvendar o mistério do desconhecido.
Sou daqueles que vivem a existência toda
ancorado no cais oco do vácuo
e com os olhos fitos na fímbria enamorada
de desconhecidos oceanos.
Sou daqueles que estridulam desesperos
ante o turbilhão da vida
e que gritam de tédio ante o silêncio das coisas mortas.
Sou daqueles que sempre estão querendo alguma coisa
tal qual um caçador perdido na floresta,
procurando uma saída mas feliz dentro dela.
Sou daqueles que escreve um poema
querendo dizer alguma coisa
mas nada dizendo!
Sou daqueles que ao fim desse poema
sentem-se felizes por ter escrito um poema!"

-Poema sem Título - 
Edilberto Teixeira

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Ah! o vento..


"Parece que o vento maneia o tempo."

E deve ser por isso que gosto tanto de ouvi-lo. Gosto de tudo calmo, como se não houvesse preocupação alguma, como se a vida nunca tivesse um fim... Não gosto da preocupação das horas, apesar de não perdoar atrasos. Na verdade gosto quando as horas não existem. Gosto da calma que o vento vem e vai, de como ele leva tudo de ruim embora e nos deixa à espera do bom. Gosto quando a noite chega mansa, e assim se transforma em dia. Gosto da espera. Gosto quando os momentos felizes demoram a passar. Gosto da demora do tempo com sua pontualidade infalível.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013



"Seu Espinho era do campo, morador da serrania
Era lanceiro de noite, mas era espinho de dia
Flor de Tuna era caseira, usava saia de chita
De dia se achava feia, de noite andava bonita.

O pé de tuna do campo era o cenário perfeito
Pra um amor de flor bonita e um espinho de respeito
Seu Espinho, moço novo, se apaixonou pela flor
Mas tinham muitos no campo que juravam o mesmo amor.

(...)
Quem passasse assim, olhando, às vezes falava baixinho
'Como pode a mesma tuna dar flor bonita e espinhos?' "

-Trecho de "Seu Espinho e Flor de Tuna"

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

João Barreiro



João Barreiro...João Barreiro...
Velho pássaro bizarro
Que dum ranchito de barro,
Amassado com carinho,
Fizeste galpão e ninho
Na maior indiferença,
E nem pediste licença
Pra mim que sou teu vizinho!

Pois na cabeça de um poste,
Na entrada do parapeiro,
Te arranjaste bem a jeito
Erguendo teu rancho forte,
Meio de esguelha p’ra o norte
Porque és muito previdente...
Eu até fiquei contente;
Dizem que dás muita sorte!

-Jayme Caetano Braum-






"Vim lá de fora, vim da campanha
Vim de a cavalo, mas bem capaz
Vim desconfiado, trocando orelha
Ora pra frente, ora pra trás!"


Nascentes efêmeras 
Em clareiras súbitas 
Entre as luzes tardas 
Do imenso crepúsculo.


 Negros megalitos 
Em doce decúbito 
Sob o peso frágil 
Da pálida abóbada 



Calmo subjacente 
O vale infinito 
A estender-se múltiplo




Inventando espaços 
Dilatando a angústia 
Criando o silêncio....




Vinícius de Moraes
"Pôr-do-sol em Itatiaia"



sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Sobre uma marca de copas...



A mesma marca, antiga, de metal e copas
ainda queima, o couro pampa, deste gado
foram cem anos, sustentando a história
de campo e de casco, nos deixado por legado.

Somos do campo, como foram os nossos..
De raízes largas, com um cerne, Teixeira
sementes das novas que cedo se espalham
mas ainda florescem pelas Cordilheiras.

Somos do campo e bem vividos dele!
Somos os fiadores das últimas tropas
e por isso sempre, vai seguir queimando
feito uma saudade, esta marca de copas.

Terá sempre um piá a se chamar Valério
e sempre outro neto, a nos levar em frente...
Porque hoje queima esta marca de copas
que é mais que um brasão, no memorial da gente.


Gujo Teixeira (2000)



segunda-feira, 25 de junho de 2012


O mundo estava errado. Lá dentro daquela casinhola vivia uma mulher que o amava, e ali fora estava ele a arder de desejo por ela. Não havia na natureza nenhuma razão por que não se juntassem e amassem. No entanto, erguia-se entre ambos um muro, e um muro transparente, feito de convenções, mentiras, hipocrisias, fraquezas. Estava tudo errado, tragicamente errado. No fundo, a resolução do problema era coragem. E coragem era o que não lhe faltava.


A Sombra do Anjo - O Retrato

domingo, 15 de abril de 2012


O grito de "venha boi" perdeu-se na poeira dos tempos...
Os fletes já não pisam a baba dos tambeiros pelas estradas polvorentas de saudade
Nem um sincero sequer faz contraponto aos rangidos de bastos e relinchos de tropilhas
E muitos lombilhos gastos, hoje encilham cavaletes em quartos pobres de vilas, potreiros do nunca mais, pra aonde o bendito progresso apartou os gaúchos de ontem!


Don Blanco - Lisandro Amaral

sexta-feira, 30 de março de 2012

O MEU PAÍS

Um país que crianças elimina;
E não ouve o clamor dos esquecidos;
Onde nunca os humildes são ouvidos;
E uma elite sem Deus é que domina;
Que permite um estupro em cada esquina;
E a certeza da dúvida infeliz;
Onde quem tem razão passa a servis;
E maltratam o negro e a mulher;
Pode ser o país de quem quiser;
Mas não é, com certeza, o meu país.

Um país onde as leis são descartáveis;
Por ausência de códigos corretos;
Com noventa milhões de analfabetos;
E multidão maior de miseráveis;
Um país onde os homens confiáveis não têm voz,
Não têm vez,
Nem diretriz;
Mas corruptos têm voz,
Têm vez,
Têm bis,
E o respaldo de um estímulo incomum;
Pode ser o país de qualquer um;
Mas não é, com certeza, o meu país.

Um país que os seus índios discrimina;
E a Ciência e a Arte não respeita;
Um país que ainda morre de maleita, por atraso geral da Medicina;
Um país onde a Escola não ensina;
E o Hospital não dispõe de Raios X;
Onde o povo da vila só é feliz;
Quando tem água de chuva e luz de sol;
Pode ser o país do futebol;
Mas não é, com certeza, o meu país!

Um país que é doente;
Não se cura;
Quer ficar sempre no terceiro mundo;
Que do poço fatal chegou ao fundo;
Sem saber emergir da noite escura;
Um país que perdeu a compostura;
Atendendo a políticos sutis;
Que dividem o Brasil em mil brasis;
Para melhor assaltar, de ponta a ponta;
Pode ser um país de faz de conta;
Mas não é, com certeza, o meu país!

Um país que perdeu a identidade;
Sepultou o idioma Português;
Aprendeu a falar pornô e Inglês;
Aderindo à global vulgaridade;
Um país que não tem capacidade;
De saber o que pensa e o que diz;
E não sabe curar a cicatriz;
Desse povo tão bom que vive mal;
Pode ser o país do carnaval;
Mas não é, com certeza, o meu país!

-João de Almeida Neto







fonte: Imagens Google/Vagalume

segunda-feira, 26 de março de 2012

PAMPA


A Pampa é um país com três bandeiras
e um homem que mateia concentrado,
seus olhos correm por sobre as fronteiras
que o fazem tão unido e separado!

A Pampa é um lugar que se transcende,
fronteiras são impostas pelas guerras;
"y el gaúcho", com certeza, não entende
três nomes, três brasões pra mesma terra!

O campo a se estender, imenso e plano,
alarga o horizonte "mas allá"...
Talvez seja por isso que o pampeano
enxerga além... De onde está!

Assim é o povo fronteiro,
tropa, cavalo e tropeiro
vão na mesma vez...
Pátria e querência na estampa,
somos um só nesta pampa,
mas se contam três...
Por que se contam três?

Meu verso vem de Jaime e Aureliano,
de Rillo e Retamozo - um céu azul!
Sou Bento e Tiaraju, heróis pampeanos
da forja desse Rio Grande do Sul!

A voz vem de Cafrune e canta assim,
a rima de Lugones, minha sina,
e a fibra de Jose de San Martín;
a História é quem me inscreve na Argentina!

Meu canto vem de Osíris, voz antiga
da Pampa que em meu sangue não se esvai...
Comigo vem Rivera, vem Artigas...
Legenda eu sou... No Uruguai!

Rumos dessa Pampa Grande,
viemos dos versos de Hernandez,
somos céu e chão...
Todo o pampeano, sem erro,
tem muito de Martin Fierro
pelo coração...
Dentro do coração!







Misto de diaba e de santa,
com ares de quem é dona
e um gosto de temporona
que traz água na garganta.



São os habitantes do arreio!
São os senhores do estrivo!
Não são os mesmos da tribo
que enfeitam cartões postais,
esses encilham baguais
com pradarias no olhar,
sabem de golpes no ar
e de tirões campo a fora,
quando um "pavena"se atora
cambiando o céu de lugar.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Ai se eu te pego gaucha.

A Republica Rio-Grandense sempre se destaca, agora lançando versões do hit do momento "ai se eu te pego" do Michél Teló. Segue vídeo de duas versões e abaixo suas letras pra acompanhar. Muito boas!



Domingo no rodeio
A indiada começou a ginetear
E eu vi uma egua lindaça
Tomei coragem e resolvi a montar

Guasca, Guasca.. Sou la da Vacaria
Ai se eu te grudo, pelas crina, se eu te grudo
Relincha, relincha.. mas nao me solta as pata
Ai se eu te grudo, pelas crina, se eu te grudo


Sábado, no Fandango
O gaiteiro começou a tocar
E passou a Xinoca mais linda
Tomei Tenência e comecei a Prosear...

Tchê, mas bah... assim tu me estrupia
Ai se eu te laço, aiai se eu te agarro
Potranca, crinuda... assim tu me arremanda
Ai se eu te laço, aiai se eu te agarro

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

CAVALO CRIOULO

CAVALO CRIOULO, da raça crioula. De médio porte, cola e quilina grossas, bem entroncado, machinhos cabeludos. Tem o seu corpo mais peludo que o cavalo inglês. - É o cavalo de "virar o xergão", resistente ao frio, ao trabalho, caborteiro de baixo. É dito o cavalo mais intelgente e por isso o preferido tanto pelo peão como pelo patrão. ito, também, o cavalo "orgulho do Rio Grande"!
Fonte: Dicionário Gaúcho do Cavalo - Edilberto Teixeira


"Tempo houve em que só tu te aventuras com o homem no deserto; foste a corruagem, a diligência, a carreta, o único veículo, o único meio de transporte. Teu casco lançou o batismo às planuras da Aaméria, ao solo misterioso de seus bosques, as suas ásperas coxilhas; tua crina foi o priemiro penacho da civilização eriçado pelo hálito do pampeano."

Delfino M. Rieth - O Cavalo Crioulo


Cavalo Crioulo: É o conjunto de animais descendentes dos cavalos trazidos da
península ibérica, no século XVI, quando pela conquista da América. Adquiriram características únicas e próprias após quatro séculos de adaptação e evolução no meio ambiente sul americano.



O PREPARO


Todo o preparo trançado
ponteado, chato ou de sola,
carece de vinte argolas
com um "passador" junto delas,
e exige só uma fivela
pra graduação do rabicho.
E a "bomba", a "trança" e o "botão"
fazem do guasqueiro um artesão
cheio de imagem e capricho.

com a sua "faca pitoca"
desquinando a lonca chata,
faz do tento um fio de prata
e o "botão" fingindo a flor.
Com a ponta do "cravador",
chuliada por mãos de esteta,
na lonca do pensamento,
a arte de tirar tentos
faz do guasqueiro um poeta.

O vento imita o guasqueiro,
cruzando a pátria gaúcha,
quando se faz, que nem bruxa,
trançando a crina dos potros.
- E o luar é, também, outro
guasqueiro de profissão,
pois, entre as sombras da mata,
com lindos tentos de patra,
vive a tranças solidão.

Edilberto Teixeira (fonte: Dicionário Gaúcho do Cavalo)

Alguns versos do meu agrado...

"A história é como o gemido da carreta
deixa um lamento de saudade na memoria dos velhos
e uma ansia de largos horizontes no coração dos moço"


"Sonhou levando pra Côrte
o gesto, o orgulho, a hombridade
e a imensa brasilidade
da brava gente pampeana.
- Foi a gesta trabuzana
que inspirou o sonho fagueiro,
pois, desde os tempos do Império,
o gaúcho e o quero-quero
sempre gritaram primeiro!"


"E só a saudade é o sinuelo
daqueles bons velhos tempos,
reculutando os momentos
de ansiado e fútil retorno.
Longínquo é o passado morno
remendado a paliativos!
Recados que se esqueceram,
velhos umbús que morreram
junto aos sonhos primitivos."



Todos de autoria de Edilberto Teixeira